Há algumas décadas a acessibilidade e a inclusão de pessoas com dificuldades físicas, motoras e intelectuais era muito pouco valorizada e considerada na construção civil. Isso tornava a vida dessa parcela da população mais desafiadora e limitada.
De acordo com as projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população com deficiências físicas aliada aos indivíduos com mais de 60 anos deve continuar a crescer nas próximas décadas de forma acelerada.
Nos últimos anos, houve avanços significativos na conscientização sobre a importância da acessibilidade. Com isso, investiu-se mais na implementação de políticas públicas e tecnologias para tornar os ambientes mais inclusivos e acessíveis a todos.
Para a arquitetura, a utilização dos conceitos de desenho universal unida à automação para acessibilidade na construção civil, passou a ser uma importante ferramenta para promover a inclusão social e a autonomia das pessoas com mobilidade reduzida.
A automação permite que a pessoa possa controlar diversos aspectos do ambiente com maior facilidade e independência (sistemas de iluminação e ventilação, fechaduras eletrônicas, plataformas de acesso, entre outros). Isso contribui para a inclusão e para a valorização da diversidade.
Além disso, esta é uma importante oportunidade de negócios para as empresas que atuam na construção civil. Há uma crescente demanda por produtos e serviços para este público.
No entanto, a automação residencial não pode ser vista como solução isolada para a acessibilidade. Ela é uma ferramenta complementar a outras medidas. Por isso, deve ser pensada de forma integrada e inclusiva e levar em consideração as necessidades específicas de cada pessoa. Promovendo assim a acessibilidade de forma ampla e efetiva.
Artigo da arquiteta Virginia Rodrigues, coordenadora do projeto Casa Inclusiva
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